quinta-feira, 9 de maio de 2013



SEMENTES NAS PEDRAS

Perdias teu tempo a semear entre as pedras.
Elas jamais vingariam.
Havia um consolo, porém.
Alguém te queria bem.
Alguém veio te orientar.
Veio te apoiar.
De braços dados partiram.
Numa terra fértil chegaram.
As plantas nasceram, vicejaram...
Era o tempo do crescimento.
O tempo do alimento.
Alimento d’alma.
E o tempo a correr... a correr...
A ampulheta impiedosa.
Murchou a rosa.
A rosa do jardim do amor.
Só sobrou dor.

sonia delsin 

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