O PRÓPRIO ÉDEN
Escorre pelo vão dos dedos...
Escorre.
Não há quem a socorra.
Não há quem morra.
Por ela.
Não há quem a queira tanto.
Que enxugue seu pranto.
Não há.
Tudo é um sonho.
A montanha dourada.
A lua...
A madrugada.
Ela segue assim...
Compreendeu o acaso.
O prazo.
O ocaso.
E neste viajar encontrou a menina do passado.
Aquela que tem tudo guardado.
E nem assim envelhece.
Nem assim padece.
Porque para a garotinha os campos de trigo estão
intactos.
Os prados florescem...
As luas aparecem.
Duas, três, quantas mais...
É um lugar de sonho...
É o próprio Éden.
sonia delsin
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