DENTRO DA TARDE QUIETA
Na tarde quieta e azul eu
me perco a divagar.
Um sino começa a badalar.
A cada badalada molha o
meu olhar.
Eu vim aqui passear.
A saudade estava a me
matar.
Na tarde azul que já não
está silenciosa o sino badala.
Meu coração balança.
Vejo-me de novo criança.
A correr...
A subir a escadaria.
Estou de novo naquele
dia...
Naquele que alcancei a
torre e deixei que meus olhos buscassem as campinas.
Estou em companhia das
meninas...
Éramos tão sonhadoras,
tão lindas...
Deus, que foi feito de
nós por este mundo afora?
Tantas foram embora.
As que ficaram
silenciaram.
E eu?
Estou aqui a buscar...
Quem diria que tão pouco
ia sobrar.
sonia delsin
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